A perícia realizada no apartamento onde ocorreu a morte da PM Gisele identificou várias divergências em relação ao depoimento do tenente-coronel Geraldo Leite. Foram analisadas imagens e realizado um levantamento 3D do local, que revelou discrepâncias na posição da árvore de natal e na visualização do corpo da vítima. A árvore, afirmada por Geraldo estar sobre a cama, na verdade estava ao lado do sofá, o que impossibilitou sua visão do local onde Gisele estava caída.
Outro ponto em desacordo é a localização da arma. O sargento Rodrigues, primeiro a chegar no local, declarou ter retirado a arma da mão de Gisele, enquanto Geraldo disse que ela estava no chão da sala. A perícia também encontrou vestígios de sangue a 1,54 metros de altura na janela, indicando que Gisele não poderia ter atirado contra a própria cabeça e a arma ainda permanecer na mão.
Além disso, a análise da dinâmica das manchas de sangue no corpo de Gisele contradiz a declaração de Geraldo de que ninguém havia mexido no corpo. Amostras da toalha e bermuda de Geraldo apresentaram reações químicas indicativas de sangue.
A reconstituição do crime sugere que Gisele foi abordada por trás e, durante uma tentativa de escapar, foi atingida por um disparo. Após o disparo, a arma foi colocada em sua mão direita, possivelmente para simular um suicídio.