Thiago H. Fantini, um pescador do Amazonas, fez uma captura impressionante ao fisgar um tucunaré pinima medindo 76 centímetros no rio Camaiu. Essa espécie, considerada rara e difícil de ser pescada, chamou a atenção tanto de quem estava presente quanto dos especialistas. Normalmente, os tucunarés apresentam um comprimento variando entre 50 e 60 centímetros, com alguns poucos exemplares ultrapassando essa marca.
O peso do tucunaré pode atingir até 10 quilos, o que o torna ainda mais notável. Após a captura, o pescador decidiu soltar o peixe de volta ao seu habitat natural, respeitando a importância da conservação das espécies. O recorde mundial de captura de um tucunaré é de 95 centímetros e 13 quilos, também registrado na região amazônica.
Os tucunarés são amplamente conhecidos no Brasil e podem ser encontrados em rios, lagos e áreas alagadas. A coloração dessa espécie é muito variada, apresentando tons que vão do amarelo ao verde, azul e vermelho. Uma característica marcante dos tucunarés é o cuidado parental, que se destaca no mundo aquático. Após a reprodução, os casais constroem ninhos e permanecem para proteger os filhotes de predadores.
Esse comportamento aumenta as chances de sobrevivência dos filhotes, tornando o tucunaré uma exceção entre os peixes. O Ministério da Pesca e Aquicultura identifica 16 espécies de tucunaré, das quais 14 são encontradas no Brasil. Cada uma possui características distintas de coloração e padrão de manchas, mas todas compartilham um detalhe comum: uma mancha arredondada, conhecida como ocelo, próxima à cauda, que é fundamental para a identificação da espécie.
Os tucunarés são peixes diurnos que habitam principalmente lagos e áreas de remanso em rios, alimentando-se de peixes menores e camarões. Entretanto, a pesca esportiva representa uma ameaça a essa espécie, que está listada como uma das espécies-alvo da pesca amadora pela União Internacional para Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (UICN).