As lideranças nacionais do Partido Progressista (PP) e do União Brasil indicaram que, apesar de um recente aceno da senadora Tereza Cristina (PP-MS) em favor de uma possível chapa com Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a tendência é de manutenção da neutralidade na disputa presidencial. O consenso entre os dirigentes é que o apoio a qualquer candidato não é o melhor caminho a seguir.
A decisão final sobre a posição dos partidos será tomada na próxima segunda-feira (3), em uma reunião entre os principais nomes das duas siglas. Contudo, fontes internas afirmam que a percepção sobre a necessidade de apoio a um candidato presidencial não mudou, reforçando a ideia de que a neutralidade é a melhor estratégia no atual cenário político.
Recentemente, Tereza Cristina havia expressado uma recusa inicial em entrar na disputa, deixando claro que seu objetivo é tornar-se presidente do Senado Federal em 2027. No entanto, na quarta-feira (29), Flávio Bolsonaro entrou em contato com a senadora e obteve dela um sinal positivo em relação à possibilidade de uma chapa conjunta, o que animou alguns setores do PL.
Apesar do entusiasmo de uma fração do partido, a avaliação geral é de que esse grupo representa uma minoria e não possui força suficiente para mudar uma decisão que já foi informalmente estabelecida. Diante da falta de apoios, Flávio Bolsonaro deve seguir com a formação de uma chapa puro-sangue para a eleição.
Atualmente, os nomes que se destacam para compor essa chapa são da vereadora Priscila Costa (PL-CE) e da deputada federal Júlia Zanata (PL-SC). Com a definição da posição do PP e da União Brasil, o cenário eleitoral tende a se consolidar nas próximas semanas, influenciando diretamente a dinâmica da corrida presidencial.