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Projeto de Lei visa garantir direitos a pacientes com fissura labiopalatina em MS

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A luta por reconhecimento e direitos para pacientes com fissura labiopalatina e outras anomalias craniofaciais Em Mato Grosso do Sul pode ganhar um importante apoio legislativo. A deputada estadual Lia Nogueira, do PSDB, apresentou um Projeto de Lei que visa equiparar essas condições a deficiências físicas para fins jurídicos. Essa iniciativa surge em resposta às dificuldades enfrentadas por pacientes e suas famílias, que muitas vezes não conseguem acessar os direitos e benefícios a que têm direito, mesmo quando as condições exigem tratamentos prolongados, como cirurgias e terapias.

O objetivo principal da proposta é proporcionar maior clareza e facilitar o acesso a garantias e políticas públicas destinadas a pessoas com deficiência. A legislação proposta não busca criar privilégios, mas sim reconhecer que certas condições impõem barreiras significativas à participação social e ao desenvolvimento das pessoas afetadas.

A fissura labiopalatina, por exemplo, pode comprometer funções essenciais desde os primeiros meses de vida, como a alimentação, respiração, audição e fala. O tratamento, que vai além de uma simples cirurgia, requer acompanhamento com diversos profissionais e um suporte contínuo que pode se estender por anos.

Além disso, o projeto estabelece diretrizes para a política estadual de atenção a esses pacientes, englobando aspectos como diagnóstico precoce, atendimento multiprofissional e inclusão educacional, social e laboral. A parlamentar destacou que a proposta foi enriquecida através da colaboração com a Funcraf (Fundação para o Estudo e Tratamento das Deformidades Crânio-Faciais), localizada em Campo Grande. Essa parceria permitiu que Lia Nogueira tivesse um contato mais próximo com a realidade das famílias atendidas, resultando na destinação de emendas parlamentares para fortalecer os serviços oferecidos a pacientes na capital e em outros municípios do estado.

"A legislação precisa acompanhar a vida real. Se a condição exige tratamento contínuo, gera barreiras e impacta o desenvolvimento da pessoa, o poder público precisa reconhecer isso com seriedade", afirmou Lia Nogueira. A aprovação do Projeto de Lei pode representar um avanço significativo na proteção e inclusão de pessoas com fissura labiopalatina e anomalias craniofaciais Em Mato Grosso do Sul, proporcionando um respaldo maior às famílias e fortalecendo as políticas públicas voltadas para o cuidado e a reabilitação desses pacientes.

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