A Subcomissão Temporária de Prevenção e Tratamento do Câncer concluiu seus trabalhos, recomendando a ampliação da vacinação contra o HPV para além dos grupos atualmente atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A presidente da subcomissão, senadora Dra. Eudócia, enfatizou a importância de massificar a vacinação, citando a eficácia da vacina na prevenção do câncer de colo de útero.
Atualmente, o SUS disponibiliza a vacina quadrivalente, que protege contra quatro tipos de HPV, para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos. Adultos têm acesso restrito a grupos específicos, enquanto a vacina nonavalente, que protege contra nove tipos, é oferecida na rede privada para indivíduos de 9 a 45 anos. O HPV é a causa de quase todos os casos de câncer de colo de útero, que é o tipo de câncer que mais mata mulheres até os 35 anos no Brasil.
Apesar do acesso gratuito à vacina, a cobertura vacinal permanece abaixo da meta de 90% estabelecida pelo Ministério da Saúde. Obstáculos como desinformação e fake news têm dificultado a adesão da população à vacinação, especialmente entre crianças. O senador Dr. Hiran fez um apelo aos pais para que vacinem seus filhos, ressaltando a importância da vacinação para salvar vidas.
Membros de diferentes instituições reforçaram a necessidade de ampliar o acesso à vacina e reduzir desigualdades na vacinação contra o HPV. A intervenção foi considerada a mais efetiva na luta contra o câncer de colo de útero, destacando a urgência de ações para combater essa doença no Brasil.