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Rei Charles III inicia visita a Washington em meio a tensões entre EUA e Reino Unido

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Na manhã desta segunda-feira, 27, o Rei Charles III desembarcou Em Washington para dar início a uma visita de quatro dias aos Estados Unidos. O momento é delicado, com tensões emergindo entre os dois países, especialmente em relação a questões de segurança que ganharam destaque após um tiroteio ocorrido em um jantar no qual estava presente o presidente americano Donald Trump no último sábado, 25.

O incidente resultou em uma revisão urgente das medidas de segurança para a visita real, que tem como objetivo celebrar os 250 anos de independência dos EUA e reforçar a chamada "relação especial" entre americanos e britânicos. O Palácio de Buckingham informou que o rei expressou alívio ao saber que não houve feridos entre o presidente, a primeira-dama e os demais convidados do evento.

A visita ocorre em um contexto de crescente divergências políticas entre os Estados Unidos e o Reino Unido, especialmente em relação à guerra no Irã. Trump, que tem se posicionado de maneira contundente nas críticas ao primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, não hesitou em compará-lo a Winston Churchill, enfatizando que Starmer não se alinha com as ações mais agressivas de Washington.

Além disso, Trump tem manifestado descontentamento com outros membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), a quem chamou de "covardes" por não se unirem aos esforços militares no Oriente Médio. Um e-mail interno do Pentágono, que vazou recentemente, sugere que os EUA podem reavaliar suas relações internacionais, o que pode impactar as expectativas do Reino Unido em relação à visita.

Um dos momentos mais aguardados da estadia do rei será seu discurso programado para o Congresso dos EUA na terça-feira, 28. Este será apenas o segundo discurso de um monarca britânico a uma sessão conjunta das duas casas, sendo o primeiro em 1991, quando a rainha Elizabeth II fez sua apresentação. Na ocasião, ela falou sobre liberalismo e a diversidade cultural, temas que também são importantes para Charles.

As prioridades do rei, que incluem questões ambientais e a promoção da harmonia entre religiões, contrastam com a abordagem mais combativa de Trump. Especialistas acreditam que, embora seja improvável que o rei enfatize as diferenças durante seu discurso, ele pode, de maneira sutil, transmitir mensagens relevantes ao Congresso, refletindo sua visão única sobre os desafios globais.

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