A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) encerrou seus trabalhos na madrugada deste sábado, 28, após a rejeição do relatório final, que teve 19 votos contra 12. O documento previa 218 indicados para investigação, incluindo o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como "Lulinha". Um relatório alternativo, articulado pela base governista, também foi rejeitado durante a sessão, que durou mais de 12 horas e foi marcada por polarização de discursos e clima tenso.
O relator Alfredo Gaspar, do União, alegou que a base governista atuou para desarticular o relatório de encerramento. Ele afirmou que, apesar da rejeição, os trabalhos não serão perdidos e que a verdade resiste independentemente de votações. O relatório indicava nomes de figuras públicas, ex-ministros e parlamentares, além de representantes de instituições financeiras, para investigação pelo Ministério Público da União (MPU).
Apesar do relatório final ter sido rejeitado, o texto será encaminhado à Polícia Federal, ao Ministério Público e à Receita Federal para reforçar investigações já em andamento. O presidente da CPMI, Carlos Viana, do Podemos, lamentou a falta de tempo para uma investigação mais completa, já que o pedido de prorrogação foi negado pela Suprema Corte.
O relatório alternativo, apresentado pela maioria parlamentar, não foi lido nem votado. Este documento indicava cerca de 170 nomes de figuras políticas da oposição, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu filho, o senador Flávio Bolsonaro. A base governista sustentou que os problemas investigados foram parte de uma falha planejada e não incidentes isolados.