O rebocador Skandi Amazonas, que se encontra encalhado na Praia Campista, em Macaé, no Rio de Janeiro, desde o dia 15 de maio, voltou a ser tema de discussão após o pedido do presidente da Câmara Municipal, Alan Mansur. O parlamentar enfatizou a importância de acelerar a retirada da embarcação para minimizar os riscos associados à situação.
Moradores locais expressam preocupações sobre os reflexos que a presença do rebocador pode ter na pesca artesanal e no turismo, uma vez que a Praia Campista é uma das mais visitadas do município. A expectativa entre os cidadãos e especialistas é que as operações de remoção sejam realizadas com sucesso, evitando danos ao meio ambiente.
O encalhe do Skandi Amazonas, que prestava serviços para a Petrobras, ocorreu após uma colisão com um banco de pedras enquanto se aproximava do Porto de Macaé, resultando na entrada de água em parte da embarcação. O comandante, para garantir a segurança, decidiu encalhar intencionalmente a unidade. A Marinha, por sua vez, afirmou que a embarcação teria colidido com um fundo de rochas nas proximidades da Pedra do Pescador.
No dia 23 de maio, a situação se agravou, com ondas fortes fazendo com que o rebocador mudasse de posição devido à força da água. O Skandi Amazonas pertence ao DOF Group, uma empresa norueguesa de navegação que firmou um contrato de R$ 11 bilhões para a construção de quatro equipamentos submarinos para a Petrobras. A empresa assegura que a embarcação se encontra em situação estável, sem risco para os trabalhadores a bordo e sem danos ambientais identificados, sendo monitorada continuamente.
Frederico Paes, prefeito de Campos dos Goytacazes e presidente da Organização dos Municípios Produtores de Petróleo (Ompetro), destacou que o incidente evidencia os impactos permanentes da atividade petrolífera e a necessidade de uma estrutura de resposta adequada por parte do poder público. O caso foi ainda mencionado durante um julgamento sobre royalties do petróleo pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que utilizou a situação como argumento para defender que as cidades produtoras têm o direito de manter a compensação financeira, considerando o petróleo um recurso natural não renovável que pertence à sociedade.
Dessa forma, a discussão sobre a remoção do Skandi Amazonas transcende a questão imediata do encalhe, levantando questões mais amplas sobre a gestão de incidentes envolvendo embarcações em atividades offshore e seu impacto nas comunidades locais.