O candidato à Presidência pelo partido Missão, Renan Santos, lançou no último sábado (1º) o 'Livro Amarelo', um extenso programa de governo com 452 páginas. O evento ocorreu em um centro de convenções na Mooca, zona leste de São Paulo, e teve ingressos vendidos entre R$ 94 e R$ 7 mil, com a expectativa de público superior a 1.000 pessoas.
O lançamento é considerado uma convenção prática do partido, que já havia realizado uma convenção virtual no fim de julho para oficializar a candidatura e garantir a proteção da Polícia Federal durante a campanha. Aliados de Renan Santos relataram que ele tem recebido ameaças constantes, o que torna a segurança da campanha uma prioridade.
Durante o evento, o deputado federal Kim Kataguiri, coordenador do programa econômico do candidato, destacou que o 'Livro Amarelo' será revisado anualmente, permitindo a inclusão de novas propostas e críticas às edições anteriores. A proposta central do livro inclui a meta de reduzir homicídios a 10 mil e a intenção de "desfavelizar" o país, conforme declarado por Renan Santos.
Além de apresentar o programa de governo, o evento também serviu para divulgar os candidatos do Missão aos governos estaduais, totalizando nove candidaturas. O partido decidiu não formar alianças, estabelecendo palanques em todos os estados, incluindo candidaturas ao Senado e à Câmara dos Deputados. O tenente-coronel da PM do Rio Grande do Sul, Aroldo Medina, que é o candidato a vice, também esteve presente na ocasião.
Uma das características que o Missão procura ressaltar é o forte antipetismo e uma postura contestadora em relação ao bolsonarismo e à direita tradicional. Os membros do partido se diferenciam ao afirmar que não são "corruptos nem iletrados" como consideram ser os bolsonaristas, nem subservientes a eles como afirmam ser outros grupos da direita.
Kim Kataguiri também comentou sobre a estratégia de campanha, que se concentra em municípios menores e mais pobres, onde eventos como o lançamento do 'Livro Amarelo' geram maior mobilização. Ele ressaltou que Renan Santos tem abordado problemas locais em seus discursos, reforçando a conexão com a população.