A visita do presidente do PT, Edinho Silva, a Minas Gerais no último fim de semana não conseguiu estabelecer um palanque para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no estado. Edinho se reuniu com a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, neste domingo (28), a convite de Lula.
Marília, que é pré-candidata ao Senado em um arranjo previamente aceito pelo partido, está sob pressão do PT e de Lula para que dispute a governadoria estadual. O clima da reunião foi descrito como reflexivo, com ambos os lados buscando um entendimento, mas sem que houvesse uma definição clara sobre os próximos passos. Aliados do presidente avaliam que a conversa pode ter algum impacto na posição de Marília.
Durante o encontro, que durou mais de duas horas, Edinho e a presidente do PT em Minas, Leninha, apresentaram oficialmente o convite a Marília para a candidatura ao Governo de Minas. Os dirigentes do PT, tanto na esfera nacional quanto na estadual, fizeram considerações sobre a possibilidade de sua candidatura.
Marília, que liderou uma pesquisa interna do PT sobre o cenário político no estado, motivou a decisão do partido em optar por uma candidatura própria, apesar de outros nomes testados não terem apresentado a mesma competitividade. A ex-prefeita, contudo, reiterou durante a reunião seus argumentos para a candidatura ao Senado, o que será novamente discutido com Lula, que terá a palavra final sobre os cenários.
A postura de Marília tem sido firme contra a pressão do partido, considerando que se trata de um erro estratégico. Ela também enfrentou críticas internas devido a sua proximidade com outros pré-candidatos, além de ter defendido a formação de uma frente ampla em Minas Gerais. Em uma agenda realizada no sábado em Montes Claros, Marília chegou a se referir ao pré-candidato do MDB, Gabriel Azevedo, como "governador".