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Revogação da prisão de servidor em Dourados marca desdobramentos da Operação Gutenberg

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A Justiça decidiu revogar a prisão de Geancarlo Leal de Freitas, servidor público municipal de Dourados, que foi detido no dia 7 de julho durante a Operação Gutenberg. Esta operação, realizada pelo GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), investiga um esquema que teria desviado R$ 27 milhões por meio da compra de livros em 17 prefeituras do Mato Grosso do Sul.

O advogado de Geancarlo, Thiago Bunning, afirmou que o Ministério Público emitiu parecer favorável à revogação da prisão, esclarecendo que seu cliente não cometeu nenhum crime. Ele destacou que Geancarlo ocupa o cargo de fiscal de obras particulares há 26 anos e nunca havia sido investigado antes. O advogado garantiu que o servidor não tem ligação com os fatos apurados na investigação e não conhece os outros investigados.

Além de Geancarlo, outros dois envolvidos na operação, Joatan Gomes Peixoto e Jéssyca Duarte Burgatt, também tiveram suas prisões revogadas, mas foram colocados em prisão domiciliar com o uso de tornozeleiras eletrônicas. Essa mudança de regime ocorre em meio às investigações, que continuam em andamento.

Os demais indivíduos mencionados na Operação Gutenberg incluem Rossana Paroschi Jafar, dentista e proprietária de uma gráfica; Olívia Paroschi Jafar, médica e proprietária da Clínica Ross; e Felipe Paroschi Jafar, ex-comissionado na Agesul. Outros empresários citados são Giovanni Paroschi Jafar, Matheus Oliveira Peixoto, Francisco Anízio dos Santos e Douglas Henrique de Melo, além de Eronivaldo da Silva Vasconcelos Junior, ex-prefeito de Fátima do Sul.

O esquema criminoso revelado pela Operação Gutenberg utilizava a estrutura da saúde pública para coagir a compra de livros. De acordo com as investigações, os empresários envolvidos pagavam propinas a servidores para garantir a liberação de serviços de saúde, como exames médicos e leitos em hospitais, forçando gestores municipais a adquirirem os produtos das empresas do grupo.

Os investigadores caracterizaram o funcionamento do esquema como um “balcão de negócios” dentro da estrutura de saúde, onde a liberação de exames era utilizada como moeda de troca para os empresários. Até o momento, apenas o empresário Heyder Bartz permanece foragido, enquanto os demais continuam sob vigilância das autoridades.

Com informações midiamax.com.br

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