Especialistas pediram rapidez na disponibilização de tratamento para o neuroblastoma pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A doença, que se desenvolve a partir de células do sistema nervoso em formação, afeta principalmente crianças pequenas. Segundo a presidente da Subcomissão Temporária de Prevenção e Tratamento do Câncer, senadora Dra. Eudócia, o neuroblastoma é um dos cânceres pediátricos mais agressivos e desafiadores da primeira infância.
A ausência do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para neuroblastoma impede o SUS de adquirir o medicamento e garantir às crianças com a doença acesso a uma etapa essencial do tratamento. Segundo a senadora, a doença oncológica é tempo-dependente.
Representante da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (Sobope), a médica Patricia Shimoda Ikeuti ressaltou a importância da publicação do PCDT relativo ao neuroblastoma para padronizar o cuidado, desde o diagnóstico até o tratamento, incluindo o acesso à imunoterapia.
A coordenadora do Grupo Brasileiro de Tratamento para Neuroblastoma da Sobope, Nathalia da Silva Halley Neves, destacou que o diagnóstico tardio e a dificuldade de acesso a exames comprometem a correta estratificação de risco dos pacientes.