A Polícia Federal (PF) obteve provas de inquéritos da Suprema Corte que envolvem Eduardo Bolsonaro. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou o acesso a documentos que instruem o Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) contra o ex-parlamentar, que é servidor da PF desde 2010. O PAD investiga suposto abandono de cargo e ataques a colegas da corporação.
Eduardo Bolsonaro, que teve seu mandato de deputado federal cassado em 2025, é acusado de utilizar redes sociais para intimidar servidores da PF durante investigações. A decisão de Moraes destaca que o compartilhamento de informações entre as esferas administrativa e criminal é uma prática comum quando se trata de um mesmo agente e fatos relacionados.
O ex-deputado, que reside nos Estados Unidos desde março de 2025, teve seu mandato cassado por faltas excessivas. A PF abriu o PAD focando no abandono do cargo, uma vez que Eduardo não retornou à função após a perda do cargo eletivo. Ele foi citado em edital pela PF, que não possui seu endereço atualizado, dando prazo de 15 dias para sua defesa.
A defesa de Eduardo Bolsonaro foi assumida pela Defensoria Pública da União (DPU), que alegou dificuldade de contato com o ex-parlamentar. A defesa argumenta que a atuação de Eduardo se configura como articulação política, e não coação, e que ele exerce seu direito à liberdade de expressão.