O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, anunciou que o plenário que avaliará as eleições para o governo do Rio de Janeiro ocorrerá em 08 de abril. Os ministros decidirão se a escolha será feita por meio de votação direta pela população ou por eleição indireta, realizada pelos deputados da Assembleia Legislativa (Alerj).
A nova eleição tem como objetivo preencher o mandato deixado por Cláudio Castro (PL), que se estende até 31 de dezembro de 2026. A análise do STF foi motivada pela suspensão da eleição indireta que elegeu Douglas Ruas (PL) como presidente da Alerj, decisão tomada pelo ministro Cristiano Zanin, que se manifestou a favor do voto direto.
Enquanto a decisão não é tomada, o estado do Rio de Janeiro continua sendo governado interinamente por Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça (TJRJ). Couto assumiu após a renúncia de Castro, que deixou o cargo em busca de uma vaga no Senado, mas foi declarado inelegível por oito anos após irregularidades em sua campanha para as eleições de 2022.
A linha sucessória de Castro chegou até Couto, uma vez que o cargo de vice-governador está vago desde 2025. Thiago Pampolha (União) assumiu uma vaga no Tribunal de Contas e Rodrigo Bacellar (PL), ex-presidente da Alerj, está preso e afastado do cargo por ter sido declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).