A mãe da empresária Maykelly Araújo Poits manifestou sua profunda dor ao perder a filha em um trágico incidente que ocorreu durante uma perseguição policial em Pedro Juan Caballero, no Paraguai. Maykelly, que tinha 20 anos, estava no banco do passageiro de um carro Peugeot quando foi atingida por um tiro no coração, resultado de uma ação da Polícia Militar Rodoviária (PMR) que teve início em Ponta Porã. O caso aconteceu na última sexta-feira, dia 15.
A perseguição se desenrolou quando a equipe da PMR tentou abordar o veículo, que desobedeceu à ordem e fugiu em alta velocidade. O motorista, que acabou sendo preso, foi encontrado em posse de cerca de cinco quilos de maconha e um revólver com a numeração raspada. O veículo foi abandonado em uma propriedade rural, onde caiu em uma piscina. A mãe de Maykelly, ainda em estado de choque, relatou que a filha havia saído de Campo Grande no dia 11 e deveria retornar na sexta-feira, mas nunca chegou em casa.
A empresária, que trabalhava ao lado da mãe em uma loja de roupas e vendia caldos e cachorro-quente à noite, havia solicitado uma oração à mãe antes de sua viagem. "Segunda ela não voltou, nem terça, nem quarta, e na quinta eu estava na igreja e ela falou: 'Mãe, faz oração por mim que volto amanhã'. Ela não chegou e mandou um áudio dizendo que a polícia a havia pegado e pediu o telefone do advogado", contou a mãe.
Após o trágico episódio, a mãe viajou até Pedro Juan Caballero para reconhecer o corpo da filha. "Eu não acreditei, corri para buscar pessoas para me levar e, quando cheguei lá, realmente era minha filha. Ela levou três tiros", afirmou, ainda em estado de luto. Os áudios que Maykelly enviou à mãe durante a perseguição foram o último contato entre elas naquela fatídica sexta-feira.
A ocorrência foi encaminhada à 1ª Delegacia de Polícia Civil de Ponta Porã, onde uma testemunha relatou que foi forçada a sair da rodovia pelo veículo em fuga, resultando em um acidente. A PMMS afirmou que, durante o acompanhamento, o motorista efetuou disparos contra a equipe, que respondeu à agressão. O caso levanta questões sobre a segurança e a atuação das autoridades, enquanto a família de Maykelly busca respostas e justiça para a perda irreparável.
A tragédia trouxe à tona a preocupação com as operações policiais na região de fronteira, especialmente em relação à segurança de civis. A mãe, que descreve Maykelly como seu “braço direito”, clama por justiça e espera que a verdade sobre o que ocorreu naquela noite seja revelada.
Com informações midiamax.com.br