O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está insistindo na reabertura do Estreito de Ormuz, com conversas diplomáticas agendadas para este fim de semana. No entanto, o tráfego de navios segue majoritariamente restrito a embarcações vinculadas ao Irã.
Dados recentes mostram que, desde a manhã da última quinta-feira, apenas nove navios cruzaram o estreito, sendo cinco deles saindo do Golfo Pérsico e quatro entrando. A situação indica que as empresas estão adiando suas operações, mesmo com o início de um cessar-fogo entre os EUA e o Irã.
Entre os navios que transitaram, destaca-se o petroleiro Suezmax Tour 2, que transporta cerca de 1 milhão de barris de petróleo iraniano. Um superpetroleiro russo, o Arhimeda, seguiu em direção ao terminal de exportação na Ilha de Kharg, demonstrando o domínio do Irã sobre a navegação no estreito, crucial para a economia global.
Trump criticou a atuação do Irã em uma postagem na Truth Social, afirmando que o país não deveria dificultar a passagem de petróleo. O presidente também alertou sobre a possibilidade de cobranças indevidas sobre petroleiros que transitam na região.
A Arábia Saudita, por sua vez, relatou uma série de ataques a sua infraestrutura, que reforçam a tensão na área entre as ilhas Larak e Qeshm. Apesar das dificuldades no rastreamento de navios devido a interferências eletrônicas, há consenso de que o Estreito de Ormuz está efetivamente fechado para a navegação.
Alguns petroleiros estão posicionados próximos à entrada do estreito, prontos para zarpar assim que a passagem for liberada. Na quinta-feira, dois petroleiros japoneses e três navios chineses se aproximaram do estreito, enquanto um petroleiro grego foi localizado perto do Sri Lanka, indicando que pode ter atravessado a região no início do mês.