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Trump cobra reabertura do Estreito de Ormuz em meio a tensões no Oriente Médio

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O presidente dos EUA, Donald Trump, solicitou que o Irã reabra o Estreito de Ormuz, próximo ao início das negociações de paz que ocorrerão neste sábado (11) em Islamabad. Enquanto isso, o conflito entre Israel e Hezbollah continua a se intensificar, e o Kuwait acusou o Irã e seus aliados de desrespeitar o cessar-fogo de duas semanas.

Em uma publicação na Truth Social, Trump criticou o Irã, afirmando que o país não está cumprindo com o acordo estabelecido para permitir o fluxo de petróleo pelo estreito. Ele declarou que o petróleo começará a fluir, independentemente da cooperação iraniana, ressaltando que isso não faz diferença para ele.

O tráfego pelo Estreito de Ormuz, que anteriormente era responsável por cerca de 20% do comércio global de petróleo e gás natural, não mostrou sinais significativos de recuperação desde a trégua. Nesta sexta-feira, o petróleo Brent registrou alta de aproximadamente 1,9%, alcançando quase US$ 98 o barril em Londres. As bolsas asiáticas mostraram um desempenho positivo, marcando o primeiro aumento semanal desde o início do conflito, com investidores demonstrando cauteloso otimismo antes das negociações.

O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, que é filho do líder falecido no início da guerra, afirmou que o país elevará a gestão do Estreito de Ormuz a um novo nível, sem especificar se isso implica em manter o controle sobre a passagem, algo que os EUA já rejeitaram. Khamenei também reiterou a demanda por reparações de guerra, uma condição que é considerada inviável para os negociadores dos EUA.

Apesar do cenário tenso, Trump expressou otimismo em relação a um possível acordo, caracterizando os líderes iranianos como mais razoáveis do que suas declarações públicas indicam. A delegação americana nas negociações será liderada pelo vice-presidente JD Vance, que estará acompanhado pelo enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner.

A guerra na região já resultou em mais de 5.500 mortes, conforme estimativas de governos e organizações não governamentais. Mais de 3.600 mortes ocorreram no Irã, e cerca de 1.700 no Líbano. Israel afirmou ter eliminado mais de 1.400 militantes do Hezbollah. A Arábia Saudita confirmou a perda de mais de 500 mil barris por dia em sua capacidade de produção de petróleo devido aos ataques iranianos, com a Saudi Press Agency relatando uma redução de 700 mil barris diários em decorrência de um ataque a uma estação de bombeamento.

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