Na reunião do G7, realizada em Evian, França, Donald Trump se deparou com a informação de que, em um país distante chamado Brasil, alguém que está concorrendo à presidência havia sido preso. Essa revelação surgiu um dia após a condenação de Eduardo Bolsonaro pela Primeira Turma do STF, que o sentenciou a quatro anos de prisão por conspirar com autoridades norte-americanas contra os interesses do próprio país, incluindo o próprio Trump.
Trump, que havia recebido Flávio Bolsonaro, senador e irmão de Eduardo, na Casa Branca, anunciou novas tarifas sobre as exportações brasileiras. A confusão acontece porque Flávio não está preso, ao contrário do que Trump insinuou, e deveria ter enfrentado consequências legais desde seu período como deputado estadual no Rio de Janeiro. Apesar da condenação, Eduardo segue morando nos Estados Unidos, e sua extradição só poderá ocorrer após o esgotamento dos recursos legais.
Durante a conversa, Trump expressou que o Brasil tem sido um desafio político, mencionando que “prenderam alguém que está concorrendo à presidência”. Ele se referiu a “Bolsonaro Jr.”, acreditando que a prisão teria impacto nas pesquisas eleitorais, que estariam favoráveis ao candidato. No entanto, a confusão se intensifica, pois Flávio não é o candidato mencionado e Eduardo não é conhecido como “Bolsonaro Jr.”.
A falta de precisão nas informações de Trump levanta questões sobre seu conhecimento a respeito da política brasileira. A confusão sobre os nomes dos irmãos e suas situações legais sugere que a comunicação sobre o Brasil não está clara, mesmo sendo um dos principais parceiros comerciais dos Estados Unidos. O presidente parece não estar ciente de detalhes básicos, como o nome correto dos candidatos envolvidos.
A situação é um indicativo de que, por mais que Trump tenha interesses no Brasil, sua informação sobre os eventos políticos do país está aquém do esperado, levando a erros que podem ter repercussões nas relações entre as nações. O informante que passou essas informações a Trump, segundo análises, deveria ser reavaliado, já que a confusão pode impactar negociações e a percepção do Brasil no cenário internacional.