O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou otimismo em relação às negociações com o Irã, afirmando que um acordo provisório de paz "vai terminar bem", mesmo após recentes confrontos nas proximidades do Estreito de Ormuz. Em uma publicação na Truth Social, Trump destacou que as especulações constantes sobre o andamento das negociações não favorecem o processo. A proposta em discussão inclui a extensão do cessar-fogo por cerca de dois meses, a reabertura do estreito e o término do bloqueio americano aos portos iranianos.
A situação no mercado de energia tem sido impactada por esses conflitos, com o Dow Jones Futuro apresentando aumento, ignorando a alta nos preços do petróleo. Trump, que enfrenta pressão crescente para resolver o conflito, observou que a baixa popularidade entre os americanos é uma preocupação. Ele também enfrenta críticas potenciais caso os EUA concordem em desbloquear bilhões de dólares em ativos iranianos, uma das demandas de Teerã.
As tensões entre os dois países permanecem elevadas, especialmente após Os Estados Unidos realizarem ataques aéreos contra radares e centros de comando iranianos, caracterizando essas ações como resposta proporcional a atividades agressivas por parte do Irã. A Guarda Revolucionária do Irã retaliou atingindo uma base aérea, enquanto o Kuwait relatou ataques de mísseis e drones em suas defesas aéreas.
Apesar das hostilidades, as negociações entre Washington e Teerã continuam em andamento. A agência Tasnim informou que ambas as partes estão discutindo alterações ao rascunho do acordo, embora o progresso ainda seja incerto. O Hezbollah no Líbano intensificou seus ataques contra Israel, disparando mais de 300 projéteis durante o fim de semana, o que complicou ainda mais a situação na região.
Nos bastidores, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, manteve conversas com o presidente do Líbano, Joseph Aoun, e com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em uma tentativa de criar uma nova iniciativa de cessar-fogo. A proposta americana busca, inicialmente, interromper os ataques do Hezbollah e suspender a escalada militar israelense em Beirute.
Além disso, uma versão preliminar do acordo sugeriria que o Irã teria autoridade exclusiva sobre as embarcações que transitam pelo Estreito de Ormuz, um ponto que provavelmente não será aceito por Washington. O acordo também mencionaria o compromisso dos EUA em liberar US$ 12 bilhões em recursos congelados para bancos iranianos em um prazo de 60 dias. Até o momento, a Casa Branca não se pronunciou sobre essas informações.