O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados agendou para esta quarta-feira (20), às 14 horas, a votação da representação da Mesa Diretora contra o deputado Marcos Pollon (PL-MS). A análise, que estava prevista para ocorrer nesta terça-feira (19), foi transferida devido ao início da Ordem do Dia do Plenário.
Marcos Pollon enfrenta acusações de ter proferido declarações ofensivas e depreciativas em relação ao presidente da Câmara, Hugo Motta, durante uma manifestação realizada em Campo Grande, em agosto do ano passado. A situação gerou um embate no Conselho, que agora se prepara para deliberar sobre as possíveis consequências.
O relator da representação, deputado Ricardo Maia (MDB-BA), decidiu alterar seu parecer inicial, diminuindo a proposta de suspensão do mandato de Pollon de 90 dias para 60 dias. Em sua justificativa, Maia expressou sua preocupação com a postura de algumas lideranças políticas que não aceitaram os resultados das eleições de 2022. Ele afirmou que "a política só pode ter razão quando a fazemos para as pessoas".
Pollon apresentou sua defesa ao Conselho de Ética na mesma terça-feira, ressaltando que suas declarações durante a manifestação tinham o intuito de cobrar a pauta do projeto de anistia aos condenados pelos eventos de 8 de janeiro de 2023. Ele argumentou que "é a dor das pessoas que move todos os políticos, independentemente das diferenças ideológicas".
O deputado também enfatizou que sua atuação sempre buscou refletir a perspectiva do sofrimento da população, afirmando que "há um sofrimento sem medida e sem justificativa para estas pessoas". Com a votação marcada para esta quarta-feira, o desfecho deste caso poderá impactar diretamente a carreira política de Marcos Pollon e as dinâmicas no âmbito da Câmara dos Deputados.