Willian Bermúdez, jogador colombiano de 32 anos, denunciou que o clube Ilhabela, anteriormente conhecido como Mogi, deve a ele R$ 90.000. A acusação faz parte de um contexto mais amplo de calotes entre clubes na Superliga, onde a gestão amadora da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) tem sido criticada por sua ineficácia em lidar com a questão do fair play financeiro. Bermúdez, que já atuou em várias temporadas em São Sebastião e Arujá, decidiu se manifestar após a divulgação de um golpe que envolve a confissão de dívida por parte de clubes, um artifício que tem sido utilizado para driblar as regras estabelecidas pela CBV.
O jogador afirmou que, apesar de ter assinado um acordo de fair play financeiro, os dirigentes de Ilhabela não cumpriram com suas obrigações. Em um desabafo, Bermúdez explicou que a dívida não representa apenas um valor monetário, mas sim meses de trabalho, sacrifícios e a segurança de sua família. Ele destacou que, em vez de se preocupar com seu desempenho em quadra, ele se vê lutando para receber por um trabalho que já foi realizado.
A situação se torna ainda mais complexa quando se considera que Bermúdez precisa sustentar seus pais, que estão enfrentando dificuldades após um terremoto na Colômbia que destruiu o apartamento da família. A pressão emocional e financeira é intensa, e o atleta expressou sua esperança de que a situação seja resolvida não apenas para ele, mas para todos os profissionais que enfrentam problemas semelhantes na Superliga.
Bermúdez criticou a passividade da CBV diante do problema, afirmando que a entidade parece ignorar o calote que vem sendo aplicado por diversos clubes. Ele questionou por que a dívida assumida por Mogi não foi confirmada com a Federação da Colômbia, o que poderia ter ajudado a resolver a situação de maneira mais transparente e justa.
O ex-jogador do projeto de Mogi fez um apelo para que a dignidade dos atletas seja respeitada e que todos que dedicam suas vidas ao esporte recebam o que é devido. "Espero que essa situação seja resolvida e que todos os atletas e profissionais que passaram pelo mesmo problema sejam ouvidos e respeitados", concluiu Bermúdez, reforçando a importância de uma mudança nas práticas de gestão dentro da Superliga.
Com informações otempo.com.br