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Papa Leão 14 e Marco Rubio buscam estreitar laços em meio a críticas de Trump

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Nesta quinta-feira (7), o Papa Leão 14 e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, se reuniram no Vaticano com o objetivo de reforçar as relações entre a Santa Sé e Washington. Este encontro ocorre em um contexto de tensão, uma vez que o presidente Donald Trump tem feito críticas frequentes ao pontífice nos últimos tempos.

O Vaticano divulgou um comunicado ressaltando que Leão e Rubio renovaram o compromisso de promover boas relações bilaterais. Essa foi a primeira reunião entre o papa e um membro do gabinete de Trump em quase um ano, refletindo a busca por um entendimento em um momento de distensão nas relações entre as partes.

Leão, que é o primeiro papa dos EUA, tem sido alvo de críticas de Trump, especialmente após manifestar-se contra a guerra dos EUA e Israel contra o Irã, além das políticas rigorosas de imigração do governo norte-americano. Nos últimos dias, Trump tem intensificado seus ataques ao papa, provocando reações de líderes cristãos de diversas denominações.

O porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, comentou que a reunião de Rubio com Leão é um sinal de um relacionamento forte entre o Vaticano e os EUA. O encontro, que durou cerca de duas horas e meia, ocorreu sob forte segurança, e Rubio também se encontrou com o cardeal Pietro Parolin, principal diplomata da Igreja Católica.

De acordo com a embaixada dos EUA na Santa Sé, os dois discutiram tópicos de interesse mútuo no Hemisfério Ocidental. O comunicado do Vaticano destacou que Leão e Rubio trocaram opiniões sobre a situação mundial e enfatizaram a importância de trabalhar em prol da paz. A reunião, que aparentemente se estendeu além do previsto, começou com o papa chegando 40 minutos atrasado para um compromisso posterior.

Em um contexto mais amplo, Leão, que completa seu primeiro ano à frente da Igreja Católica, tem se mostrado mais ativo na cena internacional. Em uma recente viagem a quatro países africanos, o papa criticou a liderança global, afirmando que o mundo está sendo “devastado por um punhado de tiranos”, embora tenha esclarecido que seus comentários não eram direcionados especificamente a Trump.

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