O Metrô de São Paulo está prestes a receber uma nova linha que ligará as cidades de Osasco e Cotia, na Grande São Paulo, à estação Sumaré, que integra a Linha 2-Verde. A proposta, que envolve a linha 22-marrom, foi aprovada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat), do Governo Paulista. A decisão foi formalizada em uma sessão ordinária no dia 11 de maio, mas a publicação oficial no Diário Oficial do estado ocorreu apenas nesta segunda-feira (18).
Em abril, a Companhia do Metrô já havia solicitado a Licença Ambiental Prévia do novo trecho à Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB). Apesar da aprovação do estudo, o Governo Paulista impôs duas condições para o avanço do projeto: a primeira exige que o Metrô apresente, antes do início das obras, um projeto executivo que detalhe os pontos de ventilação e as saídas de emergência na Estação Vital Brasil e na Subestação Alvarenga. A segunda condição determina que laudos geotécnicos sejam elaborados, abordando os trechos subterrâneos da linha, com informações sobre profundidade e a metodologia de escavação a ser utilizada, garantindo a preservação dos bens tombados.
O projeto da linha 22-marrom contempla a construção de 19 estações, estabelecendo uma conexão entre Cotia e a região de Sumaré, na Zona Oeste de São Paulo. Durante o percurso, as composições passarão por duas estações localizadas em Osasco antes de chegarem à capital paulista. A distribuição das estações será a seguinte: sete em Cotia, duas em Osasco e dez na cidade de São Paulo.
A extensão total do trajeto será de 29,75 km, que poderão ser percorridos em aproximadamente 42 minutos. A nova linha tem como expectativa atender cerca de 678 mil passageiros diariamente, representando um avanço significativo na mobilidade urbana da região metropolitana.
Com a expectativa de facilitar o deslocamento entre as cidades da Grande São Paulo e a capital, a nova linha do Metrô de São Paulo promete impactar positivamente a vida de milhares de usuários, contribuindo para a redução do tempo de viagem e a melhoria na qualidade do transporte público na região.