Em celebração ao Dia da Mineração, o Serviço Geológico do Brasil (SGB) revelou um conjunto de mapas geológicos que abrange 50 municípios dedicados à atividade mineradora. Esses mapas são fundamentais para fornecer informações detalhadas sobre o território e orientar pesquisas, além de reduzir riscos exploratórios e apoiar o planejamento do setor mineral no Brasil.
Os mapas abrangem 23 municípios em Minas Gerais, 10 no Pará, 5 na Bahia, 5 em Goiás, 3 em Mato Grosso, 1 em Mato Grosso do Sul, 1 no Amazonas, 1 no Maranhão e 1 em Alagoas. Essa diversidade geográfica reflete a riqueza mineral do país e a importância de se conhecer as características geológicas de cada região.
Vilmar Simões, diretor-presidente do SGB, destacou a relevância da geração de dados geológicos. “Essa base técnica permite que empresas e investidores tomem decisões com mais segurança e também apoia o planejamento governamental, impulsionando o desenvolvimento sustentável desses municípios”, afirmou. Ele ressaltou que a diversidade geológica do Brasil é um ativo estratégico que fortalece toda a cadeia produtiva mineral.
O diretor de Geologia e Recursos Minerais, Valdir Silveira, acrescentou que a iniciativa visa fornecer aos gestores municipais e às comunidades locais um entendimento aprofundado da cartografia geológica e das ocorrências minerais registradas em cada região. Essa análise é crucial para identificar as potencialidades de cada município e a necessidade de aprimoramento das informações geológicas disponíveis.
As ações do SGB estão em conformidade com as diretrizes do Plano Nacional de Mineração 2030 e do Programa Mineração Segura e Sustentável, que integra o Plano Plurianual 2024-2027. O Plano Decenal de Mapeamento Geológico e de Recursos Minerais (PlanGeo) também orienta as atividades da instituição, que se concentra na geração de dados geológicos, geofísicos e geoquímicos de caráter pré-competitivo, essenciais para mitigar riscos e fomentar investimentos.
Entre as iniciativas do SGB, destaca-se o avanço no Mapeamento Geológico sistemático na escala 1:100.000, bem como os levantamentos geofísicos e geoquímicos prospectivos. Nos últimos anos, a instituição tem ampliado seus estudos sobre minerais críticos e estratégicos, como nióbio, grafita, terras raras, níquel, manganês e lítio, que são vitais para a transição energética e a economia de baixo carbono. Em 2026, o SGB lançou a publicação "An overview of critical and strategic minerals potential of Brazil", oferecendo uma visão abrangente sobre o potencial mineral do país.