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Flávio Bolsonaro busca equilibrar discurso anticorrupção em meio a polêmicas

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No último sábado (9), Flávio Bolsonaro, vestido com uma camiseta que estampava a frase "o Pix é do Bolsonaro, o Master é do Lula", fez um pronunciamento contra a corrupção. O discurso ocorreu dias após a operação da Polícia Federal, que evidenciou a ligação de seu aliado Ciro Nogueira com Daniel Vorcaro. Durante sua fala, o presidenciável disparou: "Lula, o Brasil vai te aposentar, e no nosso governo ninguém vai roubar a sua aposentadoria", referindo-se ao escândalo do INSS.

A situação em que se encontra Flávio Bolsonaro ilustra a difícil dinâmica de sua pré-campanha, onde ele tenta manter um discurso forte contra a corrupção, ao mesmo tempo em que precisa preservar as articulações de sua chapa. Essa chapa depende da federação União Brasil–PP, cujos líderes estão implicados nas revelações do caso Master. Enquanto isso, Lula enfrenta uma longa trajetória de acusações de corrupção, que se estendem por mais de 20 anos.

Pesquisas recentes indicam que o conhecimento do eleitorado sobre Flávio Bolsonaro é inferior ao de Lula, mesmo considerando as acusações que pesam sobre o presidenciável, como o esquema de rachadinhas em seu gabinete, a franquia de chocolates e a compra de uma mansão com dinheiro em espécie. Esse contexto é explorado por aliados de Lula, que visam desgastar a imagem de Flávio Bolsonaro como seu principal adversário nas eleições.

Em uma nota de esclarecimento sobre o Pix, Flávio destacou que, embora a ferramenta tenha sido lançada em novembro de 2020 durante o governo Jair Bolsonaro, sua concepção se deu em 2016, no governo Michel Temer. Essa informação é importante para entender o papel do Banco Central na criação do sistema de pagamentos instantâneos.

Em outro ponto, o ministro Alexandre de Moraes suspendeu a eficácia da Lei da Dosimetria, que flexibiliza penas e progressões de regime para condenados por tentativa de golpe de Estado e pelos eventos de 8 de janeiro. A decisão, ocorrida no mesmo dia em que Moraes foi sorteado como relator do caso, gerou reações de presidenciáveis tanto da direita quanto da oposição no Congresso. Flávio Bolsonaro, em Santa Catarina, comentou que a ação se trata de um "jogo combinado", criticando a atuação do Supremo.

Além disso, o plenário do Supremo Tribunal Federal se prepara para julgar, na sessão agendada para a próxima quarta-feira (13), três ações que abordam aspectos da lei 14.611/23, que versa sobre igualdade salarial entre homens e mulheres. Esses processos haviam sido adiados da pauta anterior e agora ocupam o primeiro lugar na agenda de julgamentos.

Com informações jota.info

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