A chegada das primeiras frentes frias em Campo Grande intensificou as preocupações das autoridades de saúde em relação ao aumento de doenças respiratórias. Até o momento, foram registradas 753 notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), além de 49 óbitos na capital. No que diz respeito aos casos confirmados de influenza, houve 69 registros e 11 mortes, gerando alerta sobre a necessidade de vacinação.
A Secretaria Municipal de Saúde destaca que os efeitos dessa onda de frio podem se manifestar nas próximas semanas, resultando em uma maior procura por atendimento nas unidades de saúde. Essa situação pode causar sérios transtornos ao sistema de saúde local. A superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau, Veruska Lahdo, enfatiza a gravidade do cenário: "O risco do inverno é esse: as frentes frias trazem à tona a circulação de vírus. O quadro clínico do paciente define a gravidade. Idosos e pessoas com comorbidades têm maior chance de evoluir para casos graves e até morte".
Dentre os vírus que circulam, a Sesau alerta para a importância de se observar os perfis de gravidade. O rinovírus, que causa o resfriado comum, é o mais frequente, mas pode levar a óbitos em casos específicos. A influenza, por sua vez, é mais letal entre adultos jovens, pessoas com comorbidades e idosos, enquanto o vírus sincicial respiratório representa um risco maior para crianças com menos de 2 anos. Assim, as temperaturas mais baixas tendem a elevar os casos de gripes e resfriados, além de condições mais graves, especialmente entre os grupos vulneráveis.
Apesar das iniciativas da Sesau, a adesão à vacinação contra a influenza permanece abaixo do esperado, com uma cobertura de apenas 30,7% entre os grupos prioritários. A vacina é crucial para reduzir complicações, internações e óbitos, mas depende da participação da população. Veruska Lahdo reforça a necessidade de que os integrantes do público prioritário busquem as unidades de saúde para a imunização, destacando que "a vacina tem justamente esse papel, de reduzir as complicações".
A ampliação da vacinação a outros grupos está condicionada às orientações do Ministério da Saúde e ao envio de doses pelo Programa Nacional de Imunizações. "Nosso interesse é ampliar o mais rápido possível, mas aguardamos orientações do Ministério para que isso ocorra na Capital", acrescenta.
A baixa adesão à vacinação agrava a situação, levando as autoridades a reiterar seus alertas. Com as estratégias e campanhas já realizadas pela prefeitura, a cobertura vacinal ainda não atingiu os níveis desejados. Portanto, é fundamental que a população mantenha cuidados básicos, como a higienização frequente das mãos, uso de máscaras em caso de sintomas gripais e evitar aglomerações em ambientes fechados.