RENT3: R$ 43,60 ▼ 2,29%
IBOVESPA: 179.639,91pts ▼ 0,43%
VALE3: R$ 76,99 ▼ 2,49%
ITUB4: R$ 42,05 ▼ 1,55%
PETR4: R$ 47,05 ▲ 1,44%
B3SA3: R$ -- --
USD: R$ -- --
EUR: R$ -- --

Pintura Saqueada na Segunda Guerra Mundial é Encontrada na Holanda

HIDp2WSW4AAdVC3

A pintura "Portrait of a Young Girl", do artista holandês Toon Kelder, foi localizada após décadas de desaparecimento, dentro da residência de familiares de um antigo colaborador do regime nazista na Holanda. A descoberta levanta novamente o debate sobre o destino de obras de arte saqueadas durante a Segunda Guerra Mundial.

O caso foi trazido à tona pelo detetive de arte Arthur Brand, que recebeu informações de um homem que alega ser descendente de Hendrik Seyffardt, um general holandês vinculado à Waffen-SS. Esse descendente revelou ter descoberto a origem da pintura, que permaneceu na família desde a época do conflito.

Conforme reportado pelo jornal holandês De Telegraaf, os parentes de Seyffardt mudaram de sobrenome após o fim da guerra e mantiveram em segredo a história da obra ao longo dos anos. O homem expressou seu choque ao descobrir a conexão da pintura com o saque realizado pelo regime nazista, afirmando: "Sinto vergonha. A pintura deve ser devolvida aos herdeiros de Goudstikker".

A obra originalmente pertenceu a Jacques Goudstikker, um importante negociante de arte na Europa antes da invasão da Holanda pela Alemanha nazista. Judeu, Goudstikker faleceu em 1940 enquanto tentava escapar para a Inglaterra. Após sua morte, diversas obras de sua coleção foram confiscadas, vendidas ou desviadas durante a ocupação alemã.

A identificação do quadro foi possível graças à análise de marcas no verso da tela, onde Brand encontrou uma etiqueta e o número 92. Ao cruzar essas informações com registros de um leilão de 1940, o detetive confirmou que se tratava da pintura desaparecida de Toon Kelder. Brand também destacou que a obra passou pelas mãos de Hermann Göring, líder da Luftwaffe e figura proeminente do regime nazista.

Para Brand, a preservação da pintura na família de Seyffardt por tanto tempo prolongou uma situação que poderia ter sido retificada anteriormente. "Por décadas, a família, que não tem culpa pessoal pelos crimes de Seyffardt, teve a oportunidade de devolver essa pintura. Optaram por não fazê-lo", comentou.

Veja também

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que há boas chances de um acordo com o Irã para...
No Dia Nacional da Luta Antimanicomial, especialistas destacam os avanços e as barreiras que ainda dificultam o tratamento...
A proposta para a nova linha do Metrô de São Paulo foi aprovada pelo Conselho de Defesa do...