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Flávio Bolsonaro critica TSE e pede imparcialidade em posse de Kássio Nunes Marques

Marina Silva perde força no PT e pode ficar fora da disputa pelo Senado — Foto:

Na noite de terça-feira (12), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) expressou sua insatisfação em relação ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) durante a cerimônia de posse de Kássio Nunes Marques como presidente da Corte. Em seu discurso, Flávio alegou que houve um "desequilíbrio" nas eleições de 2022, sugerindo que o próprio presidente do TSE teria contribuído para essa situação. "O povo brasileiro viu as eleições de 2022. Foi muito lamentável o próprio presidente do TSE desequilibrar a disputa presidencial. Eu espero neutralidade, nada além disso", declarou o senador ao chegar ao evento.

Flávio também foi questionado por jornalistas sobre a possibilidade de reverter a inelegibilidade de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com a nova liderança do TSE. Em resposta, enfatizou que a prioridade é "reverter a farsa que foi montada contra" Bolsonaro, referindo-se à prisão do ex-presidente em consequência dos atos golpistas ocorridos em 8 de janeiro. O senador concluiu que, após isso, buscará desfazer outras injustiças cometidas contra seu pai.

Kássio Nunes Marques assume a presidência do TSE, tornando-se o primeiro ministro indicado por Jair Bolsonaro ao STF a liderar a Corte Eleitoral em um ano de eleição geral. O ministro André Mendonça ocupará o cargo de vice-presidente.

A expectativa é que Nunes Marques busque aprimorar o diálogo com as grandes plataformas tecnológicas durante o período eleitoral, o que pode impactar a condução das eleições deste ano. A mudança na presidência do TSE ocorre em um contexto em que a confiança nas instituições eleitorais tem sido um tema recorrente no debate público, especialmente após as controvérsias das eleições passadas.

A atuação de Nunes Marques à frente do TSE será observada de perto, tanto por aqueles que apoiam quanto por aqueles que criticam a condução do processo eleitoral. A neutralidade e a imparcialidade prometidas pelo novo presidente serão fundamentais para garantir a legitimidade das eleições de 2024.

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