BRASÍLIA – Mesmo em grave crise financeira, o Banco Regional de BRASÍLIA (BRB) não só renovou o patrocínio com o Flamengo como aumentou o valor. O novo contrato, de R$ 42,3 milhões, foi publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), nesta quarta-feira (13/5).
O contrato vale até março de 2027, podendo ser renovado, como ocorreu outras vezes. Anteriormente, o banco público pagava R$ 32 milhões anuais para ter sua marca nas camisas do time. A marca BRB chegou a estampar o peito dos uniformes, como patrocinador master. Depois, ganhou um espaço mais discreto, nas mangas.
Agora, a equipe carioca vai exibir a “Nação BRB Fla”, banco digital que é uma sociedade entre Flamengo e BRB, mas de forma ainda mais reduzida, em local menos visível, ainda a ser definido. O Flamengo é o time de coração do ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). O governo é o maior acionista do BRB, que em 2020 fechou um contrato com o time carioca, a quem passou a dar R$ 32 milhões anuais.
Um ano depois, Ibaneis adquiriu franquia de revenda de produtos do Flamengo em BRASÍLIA, com três sócios, seus filhos, então com 2, 16 e 23 anos. A loja fica no BRASÍLIA Shopping, perto do Estádio Nacional de BRASÍLIA. Em 2019, Ibaneis comandou a delegação do Flamengo em Guayaquil, no Equador, em partida contra o Emelec pela Libertadores.
O patrocínio não foi mantido porque a Confederação Brasileira de Basquete (CBB) estava impedida de receber verbas públicas. O BRB também repassou dinheiro a associações esportivas, como a Confederação Brasileira de Tênis. Com isso, a marca do banco ficou exposta em arenas Brasil afora, assim como ocorreu com torneios de beach tênis.
A equipe de O TEMPO BRASÍLIA enviou à assessoria de comunicação do BRB questionamentos sobre os patrocínios, mas, até a publicação desta reportagem, não havia resposta. O espaço segue aberto para manifestação.
Com informações otempo.com.br