PEQUIM, 14 Mai (Reuters) – O presidente chinês, Xi Jinping, celebrou na quinta-feira um ‘novo posicionamento’ nas relações com os Estados Unidos, que se baseia na ideia de cooperação, mas com uma competição controlada. Essa declaração ocorreu após uma reunião com o presidente Donald Trump, que marca a primeira visita de um líder americano à China em quase uma década.
A visita de Trump a PEQUIM, que se estende até sexta-feira, acontece em um momento em que os índices de aprovação do presidente americano estão sendo afetados pela guerra contra o Irã, especialmente com a proximidade das eleições de meio de mandato. Durante um banquete de Estado, Trump convidou Xi Jinping para visitar a Casa Branca em 24 de setembro.
Ambos os líderes concordaram que o Irã não deve ter acesso a armas nucleares, conforme informado pela Casa Branca. Além disso, Xi Jinping expressou interesse em aumentar a compra de petróleo americano, visando reduzir a dependência da China do estreito de Ormuz no futuro.
Em um comunicado do Ministério das Relações Exteriores da China, Xi destacou que a construção de um ‘relacionamento construtivo e estrategicamente estável’ será fundamental para guiar a relação entre os dois países nos próximos anos. O presidente chinês enfatizou que essa nova abordagem deve ser baseada principalmente na cooperação, mas AINDA com uma competição moderada, assegurando que as diferenças sejam gerenciáveis e que a paz seja possível.
Analistas interpretam a referência à ‘estabilidade estratégica construtiva’ como um sinal de que a China pretende estabelecer uma estrutura diplomática que permita gerenciar as complexas relações com os Estados Unidos. A nova abordagem chinesa remete à proposta de ‘parceria estratégica construtiva’ da era Clinton, que foi feita em 1997 e representou um dos pontos mais POSITIVOS nas relações bilaterais após o fim da Guerra Fria.
Historicamente, PEQUIM havia moldado seus laços com Washington nos anos 2000 e início dos anos 2010 em termos de parceria e cooperação, mas a crescente rivalidade e competição nos últimos anos levou a um desejo de implementar barreiras institucionais mais claras nas relações. Joe Mazur, analista da consultoria Trivium China, afirmou que a China e os EUA devem agir como PARCEIROS, e não como rivais.