Nesta sexta-feira, o Embaixador da China na Organização das Nações Unidas, Fu Cong, expressou críticas a uma proposta de resolução apresentada pelos Estados Unidos e pelo Barein relacionada ao Estreito de Ormuz. Fu destacou que tanto o conteúdo quanto o momento da proposta não são apropriados e que a aprovação da resolução não traria benefícios.
O projeto exige que o Irã cesse ataques e atividades de minagem na região, mas diplomatas indicam que é provável que haja vetos por parte da China e da Rússia, caso a proposta seja levada à votação. Esses países já haviam vetado uma resolução similar no mês anterior, alegando que a proposta era tendenciosa em relação ao Irã.
Durante uma entrevista improvisada, Fu Cong afirmou que a China não considera a resolução adequada e ressaltou a importância de um diálogo sério entre as partes envolvidas para resolver a questão. Ele declarou: “O que precisamos é instar os dois lados a se envolverem em negociações sérias e de boa-fé que possam resolver a questão. Portanto, não acreditamos que a aprovação de uma resolução nesta fase seja útil”.
Como presidente do Conselho de Segurança da ONU, Fu enfatizou que, se dependesse da China, a resolução não seria colocada em votação. A missão da China na ONU informou que, até o momento, não houve solicitação para que a votação ocorra.
As declarações do Embaixador foram feitas após uma cúpula de dois dias entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, que terminou nesta sexta-feira. De acordo com a Casa Branca, ambos concordaram sobre a necessidade de manter o estreito aberto. Xi Jinping também deixou clara a oposição da China à militarização da via e a qualquer tentativa de cobrança pelo uso do espaço.
O Ministério das Relações Exteriores da China expressou sua frustração em relação ao conflito no Irã, afirmando que a guerra não deveria ter acontecido e que não há justificativa para sua continuidade.