RENT3: R$ 43,60 ▼ 2,29%
IBOVESPA: 179.639,91pts ▼ 0,43%
VALE3: R$ 76,99 ▼ 2,49%
ITUB4: R$ 42,05 ▼ 1,55%
PETR4: R$ 47,05 ▲ 1,44%
B3SA3: R$ -- --
USD: R$ -- --
EUR: R$ -- --

Desafios Persistem na Implementação de Tratamentos Humanizados na Saúde Mental

Foto: © Fernando Frazão/Agência Brasil

O Dia Nacional da Luta Antimanicomial, celebrado nesta segunda-feira (18), traz à tona discussões sobre os desafios enfrentados no Brasil para garantir um tratamento humanizado a pessoas com transtornos mentais. Apesar dos avanços nas políticas de saúde mental, especialistas alertam que ainda existem obstáculos significativos que precisam ser superados.

A Lei 10.216/2001, conhecida como Lei Antimanicomial, completou 25 anos em abril. Essa legislação foi um marco na história da saúde mental no país, mas, de acordo com os especialistas, a falta de regulamentação para comunidades terapêuticas e a necessidade de um diálogo mais efetivo entre o governo federal e as organizações sociais são desafios que persistem. Além disso, a carência de um espaço adequado para o encaminhamento de pacientes com transtornos como ansiedade e depressão é uma questão que ainda precisa ser abordada.

A data do Dia Nacional da Luta Antimanicomial foi estabelecida em 1987, durante um encontro de profissionais da saúde mental realizado em Bauru (SP), em um contexto pós-ditadura civil-militar-empresarial. Essa iniciativa foi fundamental para a Luta Antimanicomial no Brasil e para a promoção dos direitos das pessoas com problemas de saúde mental.

Entidades como o Conselho Federal de Psicologia (CFP) têm se empenhado em defender a continuidade da reforma psiquiátrica, que visa substituir as estruturas manicomiais pela ampliação da Rede de Atenção Psicossocial (Raps). A Raps compreende centros de Atenção Psicossocial (Caps), onde pacientes têm acesso a medicamentos psicotrópicos e participam de diversas atividades, além das unidades de Acolhimento (UAs) e os serviços residenciais terapêuticos (SRTs), que acolhem pacientes após longas internações.

No entanto, as comunidades terapêuticas, que atendem pessoas com dependência de substâncias psicoativas, foram criticadas por autoridades do setor. Essas instituições não estão integradas ao Sistema Único de Assistência Social (Suas) ou ao Sistema Único de Saúde (SUS), resultando em uma situação de limbo legal, o que agrava o cenário de tratamento da saúde mental no país.

A história da saúde mental no Brasil inclui um passado marcado pela multiplicação de hospícios no século 19, como o Hospício de Alienados de Olinda, em Pernambuco, e o Hospício Provisório de Alienados de Belém. Estima-se que cerca de 120 mil pessoas tenham sido mantidas em instituições como o Hospital Psiquiátrico do Juqueri, que também abrigou presos políticos durante a ditadura de 1964. A Casa de Custódia e Tratamento de Taubaté, por sua vez, ficou conhecida por ser o berço do Primeiro Comando da Capital (PCC), tendo sido fundada em 1911.

Veja também

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que há boas chances de um acordo com o Irã para...
No Dia Nacional da Luta Antimanicomial, especialistas destacam os avanços e as barreiras que ainda dificultam o tratamento...
A proposta para a nova linha do Metrô de São Paulo foi aprovada pelo Conselho de Defesa do...