A PepsiCo Inc. está se preparando para um aumento nos preços de seus pacotes menores de batatas fritas, conforme informações de fontes familiarizadas com o assunto. A empresa pretende elevar os valores em 10 a 20 centavos de dólar em alguns produtos individuais, que atualmente estão disponíveis por US$ 2,69. Um representante da PepsiCo confirmou que o reajuste será aplicado a um número limitado de itens a partir do final de junho.
Além disso, os pacotes menores de salgadinhos, que costumam ser vendidos em duas unidades por US$ 1, também deverão ter seus preços ajustados para cima. Essa decisão da fabricante de refrigerantes e salgadinhos reflete a adaptação das empresas a uma nova onda de aumento de custos, em um cenário marcado por anos de inflação que pressionaram os preços e afetaram o poder de compra dos consumidores.
A PepsiCo explicou que os aumentos de preços planejados são resultado do crescimento das despesas com produção, distribuição e varejo nos EUA, e não estão diretamente ligados à guerra no Irã, que provocou um aumento acentuado nos preços da energia. O porta-voz da companhia destacou que a divisão de alimentos da PepsiCo manteve os preços de alguns pacotes individuais inalterados por cerca de 15 anos.
Recentemente, algumas embalagens menores de batatas fritas tiveram o preço sugerido de venda ao público removido, um indicativo de que uma mudança de preço pode estar a caminho. Essa alteração ocorre em meio a um esforço da PepsiCo para reduzir o valor dos pacotes de salgadinhos tamanho família em até 15%, buscando reconquistar consumidores que se mostraram insatisfeitos com preços que ultrapassavam US$ 7 em determinados produtos.
As reduções nos preços dos pacotes maiores têm contribuído para um aumento nas vendas e para a recuperação de clientes que haviam deixado de comprar os produtos da Frito-Lay. Ramon Laguarta, CEO da PepsiCo, comentou em abril que essa estratégia visava não apenas melhorar as vendas, mas também atender à pressão dos varejistas, que, incluindo o Walmart Inc., exigiram a diminuição dos preços e reconfiguraram suas prateleiras em função da queda nas vendas.
Os preços nos supermercados, por sua vez, registraram um aumento de 0,7% em abril, marcando o maior crescimento em quase quatro anos. A expectativa é que esses índices continuem a subir ao longo do ano, refletindo a pressão inflacionária que afeta o mercado alimentício e o comportamento de compra dos consumidores.