Israel e Hezbollah anunciaram um acordo de paz nesta sexta-feira (19), conforme informações de fontes do governo dos Estados Unidos. O cessar-fogo está programado para entrar em vigor às 16h no horário local do Líbano, que corresponde às 10h no horário de Brasília. A mediação das negociações contou com a participação de representantes do Catar, dos Estados Unidos e do Irã, em um contexto de violência crescente que ameaçava um acordo mais amplo entre Washington e Teerã para encerrar os conflitos no Oriente Médio.
Após mais de três meses de hostilidades intensas, Hezbollah e Israel concordaram em suspender as ações militares, embora nenhuma das partes tenha se pronunciado oficialmente sobre o acordo até o momento. Em uma movimentação anterior, Israel publicou um mapa em suas redes sociais que ilustra a ocupação de suas forças no território libanês, evidenciando a Zona de Segurança que o país pretende manter para proteger sua fronteira norte contra possíveis ataques do Hezbollah.
Entretanto, a Agência Nacional de Informação libanesa (NNA) relatou que, em contrariedade ao anúncio do cessar-fogo, Israel realizou novos ataques. O bombardeio atingiu a cidade de Sejoud, localizada no sul do Líbano. Além disso, horas antes da divulgação do acordo, Israel já havia promovido uma ofensiva que resultou na morte de 47 pessoas, conforme o Ministério da Saúde do Líbano.
As Forças Armadas de Israel confirmaram a operação e justificaram a ação como uma resposta a violações do cessar-fogo por parte do Hezbollah. A situação se intensificou após a morte de quatro oficiais israelenses em confrontos na quinta-feira (18), com outros quatro feridos devido a um ataque de drone.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, lamentou as perdas de seus soldados e declarou que o país não aceitará ataques contra suas tropas ou território. Netanyahu reiterou a posição de que Israel não abandonará o Líbano e desconsiderou os apelos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para uma retirada das tropas israelenses e o fim dos bombardeios.
Recentemente, Trump criticou Netanyahu, chamando-o de "louco" e questionando a necessidade de bombardear áreas residenciais inteiras na busca por militantes do Hezbollah. A tensão entre os líderes continua a ser um fator importante nas negociações e na dinâmica da região.