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Homens são presos por crimes em aplicativos de namoro na Bahia

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Dois homens foram detidos pela Polícia Civil da Bahia na manhã desta sexta-feira (26) durante a Operação Pilot. Os indivíduos são investigados por integrar uma organização criminosa que utilizava aplicativos de relacionamento para atrair e agredir vítimas em Salvador. As acusações contra eles incluem roubos, extorsões, estupros, cárcere privado e associação criminosa.

As prisões ocorreram no bairro da Federação, onde também foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão. A investigação, liderada pela 7ª Delegacia Territorial (DT/Rio Vermelho), revelou que o grupo operava de forma estruturada há aproximadamente cinco meses, focando em plataformas digitais para selecionar suas vítimas.

De acordo com os dados da investigação, cinco inquéritos sustentaram a operação, mas há indícios de que mais de 15 pessoas podem ter sido lesadas. As autoridades continuam a busca por novas vítimas e possíveis membros da organização criminosa.

Os criminosos estabeleciam contato com as vítimas por meio de aplicativos de namoro e redes sociais. Após conquistar a confiança delas, marcavam encontros, geralmente às sextas-feiras e nos fins de semana. Durante esses encontros, as vítimas eram levadas a locais diferentes, onde eram mantidas em cárcere privado por pelo menos duas horas.

Armados com armas de fogo ou facas, os suspeitos exigiam que as vítimas desbloqueassem seus celulares, permitindo que realizassem transferências bancárias e roubassem dinheiro, cartões e outros objetos de valor. Além disso, algumas vítimas relataram ter sofrido agressões físicas e violência sexual enquanto estavam sob a custódia dos criminosos.

A Operação Pilot tem como objetivo identificar mais vítimas e desmantelar completamente a organização criminosa. O crescimento desses tipos de golpes reflete a expansão da criminalidade no ambiente digital. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostram que o Brasil registrou 281,2 mil ocorrências de estelionato eletrônico em 2024, um aumento de 17% em relação a 2023.

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