RENT3: R$ 43,60 ▼ 2,29%
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VALE3: R$ 76,99 ▼ 2,49%
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Dólar apresenta leve queda e encerra semana quase estável

Dólar

O dólar registrou uma leve queda de 0,20% nesta sexta-feira, 26, fechando a cotação em R$ 5,1676. O movimento de desvalorização da moeda americana foi influenciado pelo cenário externo de baixa, apesar de algumas moedas emergentes terem se depreciado em relação ao real. A redução nos preços do petróleo, mesmo com tensões entre Estados Unidos e Irã, contribuiu para aliviar as pressões inflacionárias, diminuindo as expectativas de aumento da taxa de juros pelo Federal Reserve.

No mesmo dia, o Banco Central atuou no mercado ao vender simultaneamente US$ 1 bilhão em moeda à vista e 20 mil contratos de swap cambial reverso, com o intuito de controlar a volatilidade da taxa de câmbio. Esse tipo de operação, apesar de não impactar diretamente a cotação do dólar, ajuda a evitar distorções no mercado e a dar suporte indireto ao real.

Após atingir uma mínima de R$ 5,1563 pela manhã, o dólar perdeu força ao longo do dia, mesmo operando por volta de R$ 5,17 e fechando com um leve recuo. Apesar disso, a moeda encerrou a semana com uma pequena valorização de 0,05%. Nos dados mais amplos, o dólar acumulou uma valorização de 2,47% frente ao real somente em junho, consolidando uma alta de 1,82% no mês anterior. Desde o começo do ano, o real já enfrentou perdas que ultrapassaram os dois dígitos, porém, o cenário atual mostra uma queda de 5,86%.

A economista-chefe do Ouribank, Cristiane Quartaroli, comentou que a correção recente na taxa de câmbio está fortemente ligada aos movimentos no mercado internacional, onde a diminuição nos preços do petróleo reduz as taxas de juros dos títulos do governo dos Estados Unidos, enfraquecendo a moeda americana. Os preços do petróleo tiveram uma queda significativa, especialmente após o presidente dos EUA, Donald Trump, acusar o Irã de utilizar drones contra embarcações no Estreito de Ormuz. O contrato do Brent, referente a setembro, caiu 3,84%, sendo negociado a US$ 72,60, o que representa uma desvalorização próxima a 10% na semana.

Além dos efeitos do petróleo, a dinâmica recente dos preços reforça a percepção de que muitos fatores favoráveis ao dólar global já estão incorporados nos preços atuais. Conforme análise de Francesco Pesole, essa correção do dólar se torna cada vez mais evidente. Em relação às projeções para a taxa de câmbio, o time de economistas do Itaú, liderado por Mario Mesquita, revisou as expectativas, elevando a estimativa para 2026 de R$ 5,15 para R$ 5,30 e para 2027 de R$ 5,35 para R$ 5,50. A atualização se baseia nas previsões de juros mais altos nos Estados Unidos e em um fortalecimento contínuo do dólar, além de uma deterioração nos termos de troca devido à queda dos preços do petróleo e ao aumento do prêmio de risco no segundo semestre, que coincide com questões sazonais e as eleições. Apesar do suporte que o diferencial de juros ainda oferece no curto prazo, as condições parecem apontar para uma futura desvalorização do real.

Com informações midiamax.com.br

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