Na última sexta-feira (26), o Comando Central dos Estados Unidos, conhecido como CENTCOM, anunciou a realização de ataques no Estreito de Ormuz. A ação militar foi uma resposta a um ataque iraniano que ocorreu na quinta-feira (25), quando um navio comercial foi atingido por drones enviados por Teerã.
O CENTCOM informou que, durante a ofensiva, foram destruídos depósitos de mísseis, drones e instalações de radar localizadas na costa iraniana. O órgão reafirmou seu compromisso em garantir a segurança das embarcações que transitam pela importante rota marítima, continuando a prestar apoio nas operações na área.
O presidente dos EUA, Donald Trump, comentou sobre a situação, alegando que o Irã violou um acordo de cessar-fogo estabelecido entre os dois países. Segundo Trump, quatro drones foram utilizados no ataque ao navio de carga, sendo que três deles foram interceptados antes de causarem danos maiores.
Além disso, um memorando divulgado pelo governo americano contém 14 pontos que delineiam as medidas a serem adotadas. Entre as principais determinações estão o encerramento imediato e permanente das operações militares, o compromisso em alcançar um acordo final em até 60 dias, a suspensão do bloqueio naval e um plano para a reconstrução econômica do Irã, estimado em pelo menos US$ 300 bilhões, equivalente a R$ 1,55 trilhão na cotação atual.
O cenário no Estreito de Ormuz, uma das principais vias de transporte de petróleo do mundo, continua tenso, com a situação exigindo vigilância constante por parte das forças americanas e da comunidade internacional. A escalada do conflito pode ter implicações significativas para a estabilidade na região e para o comércio global.