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Debatedores destacam a importância da alimentação para reduzir a evasão no ensino federal

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A importância da alimentação para a permanência dos estudantes na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica foi tema central de uma audiência pública realizada na Comissão de Educação do Senado. O evento, ocorrido na última segunda-feira (6), reuniu representantes de reitores, estudantes e membros do governo, que concordaram que a assistência aos alunos melhorou nos últimos anos, mas que é necessário assegurar recursos orçamentários constantes para a efetivação dessas políticas.

O senador Paulo Paim (PT-RS), que presidiu a audiência, ressaltou que a assistência estudantil deve ser considerada um direito fundamental e que a discussão vai além de questões orçamentárias. "Estamos falando de oportunidades e de vidas. O futuro do nosso país depende da formação de pessoas", afirmou Paim, enfatizando a importância de investimentos na educação.

Júlio Xandro Heck, presidente do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), destacou que, desde 2023, a alimentação escolar se tornou uma pauta prioritária nas instituições. Ele mencionou que 70% dos estudantes atendidos provêm de famílias com renda inferior a 1,5 salário mínimo, o que torna a assistência ainda mais essencial.

Heck também mencionou algumas conquistas do Conif, como a decisão do Ministério da Educação de incluir a construção de restaurantes estudantis como uma prioridade em todas as unidades. Ele pediu aos parlamentares um financiamento estável, que deve ser claramente discriminado no Orçamento da União, além de sugerir que recursos do Fundo Social e royalties do pré-sal sejam alocados para a assistência estudantil.

Ray Silva, coordenador-geral da Federação Nacional de Estudantes de Ensino Técnico (Fenet), argumentou que os desafios orçamentários enfrentados pelas instituições são mais uma questão política do que técnica. "Precisamos de um orçamento fixo, para que os reitores não precisem todo ano recorrer ao Parlamento em busca de recursos", lamentou.

Paulo Viana, Diretor de Relações Institucionais da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), advertiu que os cortes no orçamento impactam diretamente a vida de milhares de estudantes de baixa renda. Letícia Holanda, diretora de Relações Institucionais da União Nacional dos Estudantes (UNE), também se manifestou, pedindo uma gestão mais eficiente dos gastos públicos e alertando para a evasão como um dos principais problemas da educação superior no Brasil. "A educação é um investimento. Ignorar a evasão é descuidar do futuro da educação", ponderou Holanda.

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