Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à presidência, tem recebido orientações para intensificar sua atuação em São Paulo e no Rio de Janeiro. As pesquisas recentes indicam que seu desempenho nesses estados está aquém do que foi alcançado por Jair Bolsonaro em 2022.
Dados da pesquisa da Quaest revelam que 57% dos entrevistados rejeitam o voto em Flávio, enquanto 50% expressam a mesma rejeição em relação a Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. A situação atual leva a análise de que a eleição se caracteriza como uma disputa entre candidatos com altos índices de rejeição.
Para equilibrar a vantagem de Lula no Nordeste, líderes do setor político de direita acreditam que Flávio deve melhorar seu desempenho no Sudeste. Esta região é crucial, pois abriga um número significativo de eleitores indecisos, muitos dos quais se identificam com o centro político. O Rio de Janeiro, além de ser o terceiro maior colégio eleitoral do Brasil, é considerado o berço político da família Bolsonaro.
Em 2022, a menor vantagem de Jair Bolsonaro sobre Lula em São Paulo foi um dos fatores que contribuíram para a eleição do petista. Diante desse contexto, a avaliação é de que Flávio precisa urgentemente reforçar sua presença na Região Metropolitana de São Paulo. O apoio do governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos, é visto como uma estratégia importante nesse processo.
Além disso, a campanha de Flávio aposta na participação ativa de Daniella Marques, que é cotada para ser a ministra da Fazenda em uma possível gestão do senador. A expectativa é que sua atuação possa fortalecer a ligação com o setor produtivo.
Atualmente, Flávio apresenta uma vantagem em relação a Lula entre jovens e homens, enquanto o petista se destaca entre a população idosa e as mulheres.