Um relatório médico enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) informa que Jair Bolsonaro enfrentou uma crise significativa de soluços, que se prolongou por 36 horas. O documento revela que a equipe médica precisou administrar doses adicionais de medicamentos para controlar essa condição. Após o ajuste na dosagem, o ex-presidente mostrou uma "resposta satisfatória" ao tratamento.
Com 71 anos, Bolsonaro permanece em prisão domiciliar humanitária, uma decisão do ministro do STF, Alexandre de Moraes, em função de sua condenação a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe. A equipe médica também destacou que, apesar do controle da crise de soluços, o ex-presidente apresenta efeitos colaterais das medicações, como sonolência e instabilidade crônica no equilíbrio corporal.
De acordo com o relatório, Bolsonaro mantém uma rotina rigorosa de recuperação em sua residência, que inclui uma dieta restrita, fisioterapia, exercícios físicos e cuidados para evitar quedas e episódios de refluxo. A equipe médica que elaborou o documento informou que, com exceção do aumento temporário da medicação para controlar os soluços, o restante do tratamento contínuo do ex-presidente permanece inalterado.
Atualmente, o quadro geral de saúde de Bolsonaro é considerado estável, tanto do ponto de vista respiratório quanto cardiológico. O ex-presidente está cumprindo sua pena em casa desde o dia 27 de março, quando recebeu alta após tratamento de broncopneumonia. Após 90 dias de recuperação domiciliar, a decisão foi mantida após nova avaliação médica.
Na última decisão, proferida no dia 3 de julho, Alexandre de Moraes também reafirmou a manutenção das medidas cautelares e a apreensão de armas registradas em nome de Jair Bolsonaro.