Gianni Infantino, Presidente da Fifa, anunciou a desistência do projeto de privatização de parte dos direitos comerciais de competições importantes, como a Copa do Mundo masculina e feminina e o Mundial de Clubes. A decisão foi divulgada na noite de sexta-feira, 31 de julho, por meio dos canais oficiais da entidade.
O projeto, chamado FIFA Forward Enterprise, tinha como objetivo fortalecer as Associações Membro e o futebol em todo o mundo, especialmente em nações que mais necessitam de apoio. No entanto, Infantino destacou que, após ouvir diversas opiniões, percebeu que a proposta gerou divisões que não eram compatíveis com o propósito inicial de unir e melhorar o esporte. "Esta proposta não prosseguirá", afirmou o presidente.
A ideia de vender os direitos comerciais da Copa do Mundo e de outros torneios a investidores privados foi anunciada em 28 de julho. Após a revelação, a Uefa e as 55 federações que a integram manifestaram que boicotariam as competições da Fifa caso a proposta fosse aprovada.
Além da Uefa, a Concacaf também se opôs à iniciativa. Por sua vez, a Conmebol anunciou que iria analisar a situação e solicitou mais esclarecimentos sobre o projeto.
A proposta de privatização previa a venda de cerca de 20% da companhia, avaliada em aproximadamente US$ 20 bilhões, o que gerou ainda mais controvérsia entre as confederações do futebol mundial. A resistência ao plano reflete as preocupações sobre a direção que a Fifa poderia tomar com a entrada de investidores privados em competições tão tradicionais e significativas para o esporte.
Com a desistência do projeto, a Fifa busca reafirmar seu compromisso com a união e o fortalecimento do futebol global, evitando conflitos e divisões entre as entidades que compõem o cenário do futebol internacional.
Com informações otempo.com.br