A pesquisa Atlas/Bloomberg, divulgada nesta quinta-feira (6), trouxe à tona dados que indicam que 77,5% dos participantes acreditam que o apoio de influenciadores digitais a candidatos não altera suas intenções de voto. Apenas 14,3% afirmaram que a influência poderia depender do influenciador ou do candidato em questão. Além disso, 3% dos entrevistados se mostraram mais propensos a votar em um candidato que conta com o apoio de um influenciador, enquanto um percentual igual indicou que seria menos propenso a fazê-lo. Os indecisos representaram 2,2% do total.
Quando questionados sobre se algum conteúdo de influenciadores digitais já havia mudado sua opinião sobre um tema político ou candidato, 72,3% dos entrevistados responderam que isso nunca ocorreu. Por outro lado, 15,2% afirmaram que sim, tendo mudado sua opinião mais de uma vez, enquanto 13% disseram que isso aconteceu apenas uma vez.
A pesquisa foi realizada com 5.021 pessoas entre os dias 22 e 27 de julho, apresentando uma margem de erro de um ponto percentual, para mais ou para menos, e um índice de confiança de 95%.
O levantamento foi custeado com recursos próprios do instituto e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-08602/2026. Esses dados podem refletir uma tendência significativa no cenário político atual, onde a influência digital é cada vez mais debatida, mas parece não ter um impacto direto nas decisões eleitorais dos brasileiros.
Além disso, a pesquisa também coincide com o contexto político atual em que o apoio de partidos e influenciadores é frequentemente explorado por candidatos. O cenário em Minas Gerais, por exemplo, mostra que o União-PP oficializou apoio à reeleição de Mateus Simões ao governo do estado, enquanto o PT apresentou Leandro Grass como candidato ao governo do Distrito Federal. No Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, a inelegibilidade de Pablo Marçal foi mantida até 2032, o que pode afetar a dinâmica eleitoral na região.
Essas informações ressaltam a complexidade do cenário eleitoral e a percepção dos eleitores em relação às influências que cercam as campanhas políticas, revelando um desinteresse significativo por parte da população em relação a opiniões de influenciadores digitais.