A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) anunciou, no dia 14 de agosto, que passará a adotar a Política de Elegibilidade do Comitê Olímpico Internacional (COI). Essa nova diretriz estabelece que as competições femininas serão restritas a atletas do sexo biológico feminino, exigindo testes para verificar a presença do gene SRY (Sex-determining Region Y), que é responsável pela determinação do sexo masculino.
"A CBV passa a seguir – a partir de hoje – os critérios da Política de Proteção da Categoria Feminina do COI, publicada em março deste ano. A elegibilidade nesta categoria será exclusivamente para atletas do sexo biológico feminino e a verificação ocorrerá por meio de testes e triagens do gene SRY, com exceções apenas em condições específicas previstas pela política", informou a entidade em Nota Oficial.
Essas novas diretrizes entrarão em vigor já na temporada 2026/27, afetando a Superliga A e B, além de eventos como a Supercopa 2026, a Copa Brasil 2027 e o Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia 2027, entre outros. A adoção desta política também será aplicada nas edições subsequentes durante o período de vigência.
Radamés Lattari, presidente da CBV, destacou a importância de alinhar as regras nacionais às diretrizes internacionais. "Com a mudança dos parâmetros internacionais e da responsabilidade institucional, a CBV buscou manter o alinhamento entre as regras que regem as competições nacionais com as vigentes para as competições internacionais. A decisão da CBV se adequa ao COI e deixa nossos campeonatos equiparados com as competições internacionais", explicou.
A principal atleta afetada pela nova política será Tifanny Abreu, oposta/ponteira do Osasco São Cristóvão Saúde. A jogadora, que se destacou em sua carreira, poderá enfrentar restrições em sua participação nas competições futuras em razão dessa nova normativa.
Com informações otempo.com.br