O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou que as eleições brasileiras de 2026 contarão com a observação de pelo menos sete organizações internacionais, que atuarão de forma independente durante o processo eleitoral. A confirmação foi feita nesta quarta-feira, dia 19, pela Corte.
As entidades oficialmente convidadas para acompanhar o pleito são a Organização dos Estados Americanos (OEA), o Parlamento do Mercosul (Parlasul), a União Europeia, a Liga dos Estados Árabes, a Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração Eleitoral dos Países de Língua Portuguesa (Roaje-CPLP), a União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore) e a Rede Mundial de Justiça Eleitoral (RMJE).
As Missões de Observação Eleitoral (MOEs) estão atualmente definindo a logística de sua atuação no Brasil. No entanto, o TSE ainda não divulgou informações sobre o total de observadores que estarão presentes, as regiões que serão monitoradas ou a data em que as equipes chegarão ao país.
Além das sete organizações confirmadas, o TSE também recebeu manifestações de interesse de outras entidades internacionais, mas até o momento, as mencionadas são as únicas oficialmente convidadas para observar o processo eleitoral.
Para contextualizar, o TSE destacou que, nas eleições de 2022, houve a participação de sete organismos internacionais e seis entidades nacionais na observação do pleito. A Corte ressaltou que, do ponto de vista diplomático, não é comum que países organizem Missões de Observação Eleitoral de forma isolada. No entanto, governos podem expressar interesse em participar por meio das organizações das quais fazem parte.
A presença de observadores internacionais é considerada pelo TSE como uma forma de aumentar a transparência e o controle social do processo eleitoral. Além disso, eles são responsáveis por realizar avaliações técnicas sobre a condução das eleições, contribuindo para a credibilidade do pleito.