Um tribunal da Alemanha condenou, na última sexta-feira (28/08), Hans S., um homem de 81 anos, à prisão perpétua pela morte de Amy Lopez, uma turista americana de 24 anos, assassinada em setembro de 1994. O crime, que aconteceu em uma fortaleza histórica na cidade de Koblenz, no oeste do país, permaneceu sem solução por mais de três décadas.
O corpo de Amy Lopez foi encontrado em uma área isolada da Fortaleza de Ehrenbreitstein, revelando sinais de violência extrema, incluindo ferimentos de faca e evidências de estrangulamento. Durante o julgamento, o tribunal concluiu que Hans S. atraiu a jovem para um local remoto, prometendo-lhe um atalho para um albergue, antes de cometer o crime brutal.
O réu, que na época dos fatos tinha 49 anos e residia a cerca de 600 metros do local do crime, estava em busca de uma vítima, conforme a análise do tribunal. A jovem, natural do Texas, estava na Alemanha como parte de uma viagem de formatura oferecida por seu pai. O caso provocou grande comoção na cidade, que conta com aproximadamente 100 mil habitantes, mas ficou sem avanços significativos por anos.
A identificação de Hans S. foi possível em 2026, com o uso de novas tecnologias de DNA. A polícia havia conseguido uma amostra de saliva do suspeito, que coincidiu com vestígios encontrados nas roupas da vítima. Ele já era conhecido das autoridades devido a crimes sexuais desde a década de 1960 e tinha um histórico de condenações, incluindo uma pena de sete anos em 1999 por tentativa de estupro.
O réu foi detido em uma casa de repouso em Koblenz no final de fevereiro de 2026. Durante o julgamento, seu advogado, Volker Klein, afirmou que Hans S. forneceu a amostra de DNA de forma voluntária, alegando que buscava esclarecer a situação, descrevendo o peso do crime como um fardo enorme. Após a condenação, Klein declarou que não pretendia recorrer da decisão.
A condenação de Hans S. marca um desfecho importante para um caso que ficou sem solução por mais de 30 anos, simbolizando um avanço nas investigações de crimes não resolvidos, com a criação de equipes especiais para casos frios, que têm se mostrado eficazes na resolução de crimes antigos.