A eliminação do Cruzeiro na Copa do Brasil, ocorrida na terça-feira (1°), gerou descontentamento entre os torcedores, especialmente em relação à permanência do lateral-esquerdo Villalba em campo. O jogador, que já havia recebido um cartão amarelo na primeira etapa, voltou para o segundo tempo, mas foi expulso após uma nova falta, deixando a equipe com um a menos por mais de 30 minutos.
O técnico Artur Jorge justificou sua decisão de não substituir Villalba no intervalo, afirmando que acreditou que o jogador seria capaz de controlar suas ações em campo para evitar o segundo cartão. Além disso, o treinador mencionou que a substituição foi influenciada pelo pedido do atacante Wesley, que estava sentindo um desgaste físico e precisava ser trocado.
Durante a coletiva de imprensa após o jogo, Artur Jorge destacou a importância de a equipe saber lidar com a situação dos cartões amarelos. Ele mencionou que, durante a partida, o Cruzeiro cometeu 13 faltas e recebeu sete cartões amarelos, o que complicou ainda mais a situação em campo. Para o técnico, seria necessário substituir não apenas Villalba, mas também outros jogadores amarelados, como Kaio e Otávio, se a decisão fosse tomada apenas com base nos cartões.
Artur Jorge explicou que foi realizada uma substituição poucos minutos antes da expulsão de Villalba, devido ao desgaste de Wesley, mantendo assim a mesma característica tática do time com a entrada de Kenji no lado esquerdo. Apesar de reconhecer que poderia ter tomado uma decisão mais acertada, o treinador defendeu sua escolha de manter Villalba em campo naquele momento específico.
O técnico também frisou que a expulsão do lateral não foi o único fator que contribuiu para a derrota do Cruzeiro, sugerindo que outras circunstâncias do jogo também tiveram um papel importante no resultado final. "Agora será mais fácil dizer que a expulsão influenciou, mas devemos considerar todo o contexto", afirmou Artur Jorge, enfatizando que a análise deve ir além de uma única jogada.
Com informações otempo.com.br