A Penitenciária Masculina de Regime Fechado, conhecida como Supermáxima, em Campo Grande, está sendo alvo da Operação Nêmesis, que se encontra em seu terceiro dia de atividades. A operação foi desencadeada após a divulgação de vídeos em que presos comemoravam o aniversário de 33 anos do Primeiro Comando da Capital (PCC) no Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho, o Presídio de Segurança Máxima. As imagens, a que o jornal teve acesso, mostram os detentos em uma mesa coberta de cocaína, celebrando a data e destacando a unidade como a "maior sede dentro de MS".
Em resposta à situação, a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul (Agepen-MS) anunciou que realizaria um pente-fino no presídio. Os internos envolvidos nas celebrações foram identificados e serão submetidos a um Procedimento Administrativo Disciplinar (PADIC). A operação, que teve início na terça-feira, 1º, já resultou na transferência de 33 detentos na quarta-feira, 2, após a identificação dos participantes da festa.
Na quinta-feira, 3, as ações se concentraram na Supermáxima, que abriga detentos considerados de alta periculosidade, incluindo aqueles ligados à cúpula de organizações criminosas. A Operação Nêmesis é conduzida pela Polícia Penal de Mato Grosso do Sul e conta com a colaboração de policiais penais da Gameleira 1, além de integrantes do Comando de Operações Penitenciárias (COPE) e da Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário (GISP).
O objetivo da operação é intensificar o controle das unidades prisionais, prevenir irregularidades e evitar que o ambiente carcerário seja utilizado para articulações do crime organizado. A Polícia Penal de Mato Grosso do Sul ressalta que a operação é parte de um esforço contínuo para enfrentar o crime organizado e combater a entrada de ilícitos nas prisões.
A criação do PCC remonta a 8 detentos que fundaram a facção durante uma partida de futebol na quadra do Piranhão, em São Paulo, onde estavam como punição por mau comportamento. O grupo inicialmente se organizou para combater a opressão dentro do sistema prisional, além de buscar vingar a morte de 111 presos durante o massacre do Carandiru, ocorrido em 2 de outubro de 1992. O PCC, que se consolidou como uma das mais influentes facções criminosas do Brasil, completou 33 anos no dia em que os vídeos foram gravados, o que chamou a atenção das autoridades.
A operação e as ações subsequentes visam não apenas responder a essa provocação, mas também reverter a sensação de impunidade que pode ter se instalado no Sistema Penitenciário. Com a intensificação das fiscalizações, a expectativa é que o ambiente prisional se torne mais seguro e menos propenso a atividades ilícitas.
Com informações midiamax.com.br