Um comerciante foi preso durante uma operação realizada pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv) em Campo Grande. Ele nega a existência de uma passagem secreta em sua residência, que teria ligação com uma oficina de desmanche no imóvel vizinho.
As investigações apontaram que um funcionário do comerciante era responsável por furtos, transporte e desmontagem de veículos, enquanto o comerciante fornecia a estrutura para o desmanche e venda das peças, utilizando sua loja na Avenida Gury Marques. Os envolvidos na ação criminosa também teriam utilizado bloqueadores de sinal, conhecidos como “jammer”, para dificultar o rastreamento das motocicletas furtadas.
Na manhã de terça-feira (22), a polícia encontrou uma passagem oculta atrás de uma geladeira na casa do comerciante, que daria acesso a um imóvel vizinho onde funcionava a oficina de desmanche. Em seu interrogatório, o comerciante negou que a passagem fosse escondida, alegando que a geladeira foi colocada no local para evitar bagunça, pois ele armazenava peças da sua loja.
Questionado sobre a localização da passagem, o comerciante disse que, por não ter uma porta adequada, decidiu deixar a geladeira no lugar. Ele também afirmou ter notas fiscais das peças apreendidas e que poderia comprovar a compra de “boa parte do material”. Além disso, negou o crime de receptação, afirmando que as peças foram adquiridas em lojas que as vendem.
Durante a operação, a polícia também encontrou uma pistola Glock na casa do comerciante. Ele negou que a esposa estivesse envolvida com a arma e afirmou que a pistola pertencia a ele para uso pessoal. Após ser preso em flagrante, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva do comerciante e de seu funcionário, que devem passar por audiência de custódia.
A operação envolveu a busca em três endereços e resultou na prisão do comerciante, sua esposa e um funcionário, todos acusados de receptação qualificada, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e posse irregular de arma de fogo de uso permitido. O delegado Francis Freire, da Defurv, destacou que metade das motos furtadas em Campo Grande abastece o mercado interno, enquanto a outra metade é direcionada à fronteira, e apontou o comerciante como um dos principais receptadores da região.
Com informações midiamax.com.br