O Irã informou por rádio a navios que o Estreito de Ormuz, uma rota vital para o transporte de petróleo e gás, está novamente fechado ao tráfego marítimo. Armadores relataram disparos na área, resultando em embarcações desistindo de cruzar o estreito após um breve período de aparente reabertura.
A comunicação foi ouvida por dois armadores na região, coincidente com a divulgação pela agência estatal Nour de que a passagem estava sob 'gestão e controle rigorosos das forças armadas'. Essa decisão de fechamento foi atribuída ao bloqueio imposto pelos Estados Unidos ao transporte marítimo iraniano, que teve início na segunda-feira.
As tensões aumentaram após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, que reafirmou a continuidade do bloqueio americano ao transporte iraniano. Na noite anterior ao novo fechamento, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, havia informado que o estreito estava 'totalmente aberto', o que provocou uma queda nos preços do petróleo e incentivou petroleiros a SE movimentarem para sair da região.
Um superpetroleiro transmitiu um pedido de socorro alegando estar sob ataque, e um grupo naval do Reino Unido alertou sobre um navio atacado por embarcações iranianas. Além disso, um outro navio foi atingido por um projétil de origem desconhecida, aumentando a preocupação entre os armadores.
Diversos armadores abandonaram rapidamente os planos de retirar embarcações que estavam presas na região há semanas, embora alguns navios tenham conseguido sair. A mensagem enviada aos navios indicou que qualquer embarcação que tentasse entrar no estreito enfrentaria uma resposta severa da Marinha da Guarda Revolucionária.
O chanceler iraniano havia declarado na sexta-feira que o estreito estava 'completamente aberto' durante um cessar-fogo de 10 dias entre Israel e o Hezbollah no Líbano. Contudo, armadores e traders manifestaram cautela em relação à navegação, considerando as informações ainda muito incertas no momento.