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Robôs superam atletas humanos em meia maratona na China

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Neste domingo, a meia maratona de Pequim testemunhou um marco histórico com a participação de dezenas de robôs humanoides, que mostraram suas capacidades de navegação autônoma ao ultrapassarem corredores humanos. A corrida, que teve sua primeira edição no ano passado, apresentou vários desafios, com a maioria dos robôs não conseguindo completar a prova. O robô campeão de 2022 registrou um tempo de 2 horas e 40 minutos, bem superior ao dos vencedores humanos na corrida tradicional.

Em contraste com a edição anterior, o evento deste ano viu um aumento significativo no número de equipes, que saltou de 20 para mais de 100. Muitos robôs se destacaram, mostrando velocidades que os levaram a vencer os atletas humanos por mais de 10 minutos. Aproximadamente metade dos robôs conseguiu percorrer os 21 quilômetros de forma autônoma, evitando colisões com os 12.000 corredores humanos que também participavam da prova.

O robô que conquistou a competição, desenvolvido pela marca Honor, completou a meia maratona em 50 minutos e 26 segundos, superando o recorde mundial anterior de meia maratona, estabelecido por Jacob Kiplimo, que foi de 58 minutos e 12 segundos, em Lisboa no mês anterior. A equipe da Honor, subsidiária da Huawei, dominou o pódio, com todos os três primeiros colocados utilizando navegação autônoma e alcançando tempos que ultrapassaram o recorde mundial.

Du Xiaodi, engenheiro da equipe vencedora, informou que o robô foi desenvolvido ao longo de um ano e conta com pernas de 90 a 95 centímetros, projetadas para imitar a corrida de atletas de elite. Além disso, a máquina é equipada com tecnologia de resfriamento líquido, semelhante àquela utilizada em smartphones. Du destacou que, apesar da indústria ainda estar em uma fase inicial, acredita que os robôs humanoides poderão transformar diversos setores, incluindo o de manufatura.

Embora as habilidades demonstradas pelos robôs durante a corrida sejam notáveis, especialistas alertam que ainda não há uma transição fácil para a aplicação comercial em indústrias. A destreza manual, percepção do ambiente e capacidades além de tarefas simples são essenciais para o sucesso em ambientes industriais. Para se destacar nesse campo, a China está investindo em uma variedade de políticas para se tornar uma potência global em robótica, incluindo subsídios e projetos de infraestrutura.

O programa de TV mais assistido do país, o baile de gala do Festival da Primavera da CCTV, em fevereiro, refletiu os esforços chineses para dominar a robótica humanoide e o futuro da fabricação. O evento incluiu uma apresentação de artes marciais com robôs da Unitree, que executaram sequências complexas, utilizando espadas, bastões e nunchucks em interação com crianças humanas.

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